domingo, 15 de março de 2009

QUOD ME NUTRIT ME DESTRUIT

O amor é uma qualidade que toda a humanidade possui. É meramente impossível dizer que o humano não possui a habilidade de amar. Quem nunca amou sem ser amado? Quem nunca fez algo para demonstrar todo o seu amor e não fora correspondido? Em O Banquete de Platão, há uma citação sobre a virtude do amor ligada a ausência do objeto amado. Esse amor é chamado, segundo a mitologia grega, de Eros. Esse sentimento é mais centrado na beleza do caráter e na inteligência de uma pessoa ao invés de seus atributos físicos.

Mesmo com uma concepção grega de que o amor platônico seria uma pederastia, numa definição mais atual ele seria um relacionamento amoroso entre um ser do sexo masculino e do sexo feminino, em que o sexo não acontece ou vice-versa. Como afirma a psicanalista Heidi Tabacof, esse amor revela uma dose de imaturidade emocional, à medida que nunca experimenta os limites e frustrações de uma relação concreta. Psiquicamente ele reproduz o amor infantil pelos pais, vistos como figuras perfeitas e supervalorizadas, diz a doutora. Esse amor traz um paradoxo por ser irracional; ousado e imprudente. É um amor anti-social que nos desvia para um mundo contraditório, pois crer que amamos porque devemos amar e que a pessoa amada tem qualidades porque deve ter. A cegueira e a surdez são sintomas evidentes desse sentimento. Platão defendia que esse amor nunca devia ser concretizado, por ser intangível, uma vez que consumado apareceria os defeitos que antes não surgira no artefato da perfeição (ser amado). Para reforçar e exemplificar este artigo, abaixo contém dois textos um de Clarice Lispector e outro da Ingrid Souza que remetem a esse assunto:

“Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.” CLARICE LISPECTOR

Um sentimento quase infantil!

"Como você falou que deveria ser:
Nós dois esqueceremos a brisa.
Até conhecer uma nova pessoa."

"Quanto mais você muda, menos você sente por mim."
"Como eu queria, como eu queria que você estivesse aqui."
"Se eu pudesse ser quem você gostaria!"


"Quod me nutrit me destruit." INGRID SOUZA




7 comentários:

Anônimo disse...

Adorei o post!!

Extremamente interessante...

Amar é algo tão bom, tão bom que é ruim. Infelizes daqueles que amam e não são amados. Ou melhor, infeliz daquele que dezprezou esse amor.

Vou refazer uma frase muito conhecida (Faça amor, não faça guerra.), num contexto contemporâneo: Façam amor e não poluam o Meio ambiente!!

Um VIVA ao grande autor Diego Albuck!!

Anônimo disse...

Ah e esqueci-me de algo: a foto ilustra bem o que Gal Costa já cantava:

"Vai dizer ao meu benzinho que o amor é azulzinho..."

Anônimo disse...

Simplesmente não tenho mais como dizer que eu AMEI! Só isso! AMEI, AMEI, AMEI, AMEI... Muito bom!!! Meus parabéns, Diego Albuquerque!

Anônimo disse...

Menino! você é um ser excepcional...
parabéns!!!
acredito q "escrever" é um dom, e vc foi abençoado. Q essa arte, possa se fazer sempre presente nos seus ideais.
E assim, nós, meros mortais, possamos desfrutar das suas obras...
kiss

Anônimo disse...

Eis minhas consideração:

1. O novo visual da comu tá legal;
2. Vc leu o Banquete de Platão?
3. Amor platônico, amor ideal..
4. Amor sem sexo é amizade, sexo sem amor é sacanagem.



Victor.

Anônimo disse...

Victor simplesmente arrassa...

Anônimo disse...

eu não arraso, eu cometi um erro grave de concordância deixando meu comentário feio.
Mesmo q sendo por ter digitado nas pressas, ficou feio.

"Eis minhas consideração:"

nota 0 para mim!


Victor.