
Um dia me perguntaram o que eu queria SER quando chegasse à idade adulta e eu numa piscadela só respondi: “Eu quero SER grande”. SER grande significa não ter medo de repressões, de defender suas convicções e ideais sem se melindrar.
Ao estudar crítica teatral percebo o quanto é árduo e duro essa profissão, pois, muitas vezes, somos mal interpretados. Mas, afinal que ideal é esse que aprendemos se quando opinamos sobre quaisquer assuntos somos levados a recuar??? Anos 50?? Ditadura Militar?? A resposta para todos esses questionamentos está na ousadia de sermos quem somos e nunca duvidarmos disso. Se cada crítico ou juiz de futebol fosse dar ouvidos para tudo que dizem, eles estariam desempregados. O fato é que não devemos temer o SER ou não SER e sim seguir nossos instintos. Ao recordar de tais palavras cito o filme “Mona lisa Smile” onde em 1953, quando o papel das mulheres era rigidamente definido, a professora de história da arte Katherine Watson (Julia Roberts) começa a lecionar na famosa faculdade feminina Wellesley College, que apesar de sua reputação acadêmica é um ambiente onde o sucesso é medido pelo casamento das alunas. Encorajando estas mulheres a lutarem por um futuro melhor, Watson desafia a administração e inspira suas alunas a olhar além das imagens e considerar as possibilidades do que elas poderiam SER.
Com isso, terei mais minúcia acerca desse assunto – Crítica Teatral, pois alguém já disse que ela é a memória do teatro. Estudarei, aprenderei, mas não por medo de me dizerem o que eu SEREI, DIREI ou FAREI, mas pela gratificação de investigar mais sobre esse assunto tão polêmico.